quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Laboratório Macabro Nazista

"Camarada, por favor, peça ao oficial que acabe conosco com uma bala", suplicou o soldado russo. Depois de 3 horas dentro de um tanque de água gelada, ele já não suportava mais a sensação de congelamento no corpo. "Não espere compaixão daquele cão fascista", respondeu o colega que dividia o tanque com ele. Quando o cientista responsável pelo experimento descobriu o significado das palavras de suas cobaias, retirou-se para o escritório. Voltou com um revólver na mão. Não para atender ao pedido do soldado, mas para ameaçar seus assistentes na experiência. "Não se intrometam. Nem se aproximem deles!" Passaram-se mais duas horas de agonia antes que o alívio da morte chegasse para os russos. Assim como eles, pelos menos outros 300 prisioneiros dos nazistas foram usados em experimentos destinados a entender os efeitos do frio no corpo humano - a hiportermia. A maioria não teve a sorte de um final rápido. Ao chegarem ao limite entre a vida e a morte, eram reanimados e expostos novamente a temperaturas baixas.

As descrições acima são apenas um exemplo de como alguns cientistas alemães se adaptaram ao ideário nazista sob o governo de Adolf Hitler. E não deixam qualquer dúvida de que, eticamente, a ciência produzida na Alemanha entre as décadas de 1930 e 1940 foi repugnante. Os experimentos causaram dor, humilhação e mortes terríveis às pessoas confinadas em campos de concentração - fossem elas judias, ciganas, homossexuais ou qualquer tipo de inimigo do regime. Acontece que os responsáveis por essas "pesquisas" podiam ser sádicos, mas não eram leigos. Pelo contrário. Muitos foram formados nas escolas mais tradicionais do planeta - antes da chegada dos nazistas ao poder, a Alemanha era um dos líderes mundiais em inovação científica. Metódicos como só pesquisadores alemães podem ser, eles sistematizaram as experiências, coletaram dados, chegaram a conclusões. E geraram informações que, além de inéditas na época, nunca mais foram reproduzidas em testes sérios - afinal de contas, e ainda bem, não é todo dia que aparece alguém propondo jogar ácido na pele de um ser humano para entender como nosso corpo reage à substância.

As pesquisas sobre hipotermia, por exemplo, além de matar centenas de prisioneiros do campo de Dachau, produziram dados que existem até hoje - e que alguns cientistas gostariam de usar em pesquisas atuais. O médico Robert Pozos, diretor do Laboratório de Hipotermia da Universidade de Minnesota, nos EUA, é um deles. Ele estuda como nosso corpo responde ao frio para descobrir a melhor maneira de reanimar pessoas que cheguem quase congeladas aos hospitais. Mas o trabalho de Pozos enfrenta um sério problema: muitas de suas pesquisas não podem ser concluídas, pois há risco de morte quando a temperatura dos voluntários do estudo cai abaixo de 36 ºC. A única fonte conhecida de dados sobre seres humanos nessas condições são os experimentos nazistas. É ético utilizá-los com o intuito de salvar vidas? Pozos respondeu que sim. Em seguida, viu a New England Journal of Medicine, uma das mais respeitadas revistas médicas do mundo, se recusar a publicar a pesquisa.

E você, o que faria se estivesse no lugar de Pozos?

Para enfrentar essa delicada questão, é necessário encarar o extenso legado científico que o nazismo deixou. Até há pouco tempo, esse universo era bastante desconhecido. Estudos recentes, porém, lançaram nova luz em direção ao que sabemos sobre a ciência no período. Afinal, houve experimentos de qualidade no nazismo? O que acontece com a ciência sob um regime tão desumano?

Ciência & nazismo

Planície de Ypres, fronteira entre Bélgica e França, 17h do dia 22 de abril de 1915, Primeira Guerra Mundial. Entrincheirados, soldados do Exército francês observam, atônitos, um inimigo desconhecido se aproximar. Alguns compreendem logo que é impossível combatê-lo e batem em retirada. Outros permanecem parados, sem saber o que fazer. Não têm idéia de como lutar contra o oponente mais letal que já enfrentaram: uma espessa nuvem verde-amarelada, de 1,5 m de altura.

Dez minutos antes de a arma mortal varrer o ar, uma tropa que parecia saída de um filme de ficção científica havia tomado a dianteira do Exército alemão. O Pionierkommando 36 era um batalhão formado por cientistas com uniforme militar e máscaras protetoras, liderados por nada menos que um ganhador do Prêmio Nobel de Química, o alemão Fritz Haber. Ao sinal de Haber, foram abertos 730 cilindros, com 100 quilos cada um, de gás cloro em forma líquida. Assim nasceu a nuvem que, carregada pelo vento, partiu em direção à tropa inimiga, corroendo pulmões e cegando. Quando a bruma esverdeada se dissipou, os únicos integrantes do Exército aliado que permaneceram incólumes em seus postos foram 50 canhões. O saldo de estréia do novo gênero de combate: 10 mil mortos e 5 mil feridos.

A qualidade dos cientistas envolvidos no projeto científico-militar alemão dá a dimensão da importância e complexidade da parceria. Fritz Haber, por exemplo, foi responsável por uma descoberta que não só permitiu à Alemanha prolongar a Primeira Guerra, mas hoje nos permite produzir alimento para 6 bilhões de pessoas: a técnica de fixação da amônia a partir do nitrogênio do ar serviu tanto à criação de explosivos quanto ao desenvolvimento de fertilizantes baratos. Otto Hahn, outro laureado com o Nobel que liderou um ataque com gás, foi um dos descobridores do processo de fissão nuclear, que é usado em bombas atômicas, mas também em usinas de energia. "O Exército alemão se convenceu de que a ciência desenvolveria armas superiores, que compensariam as restrições à produção de armamento impostas pelo Tratado de Versalhes", diz o pesquisador do Instituto Max Planck, Helmut Maier. "Após a guerra, a elite científica levou o país à liderança nos ramos de balística, química, aviação e construção de foguetes."

Veterano da Primeira Guerra, Adolf Hitler conhecia bem o poder dessa ciência militar - ele chegou a ser internado com cegueira temporária após um ataque com gás nos campos de batalha. E sabia que, caso alcançasse o poder, faria da ciência um dos pilares da nova Alemanha.

Mas o interesse do führer trazia um problema. Ele podia até admirar a ciência, mas não entendia nada do assunto. "Hitler não era devidamente instruído em ciência. Ele apenas seguia seu instinto, seu feeling", diz o historiador alemão Joachim Fest, um dos mais importantes biógrafos do líder nazista. Na cúpula nazista, a situação não era melhor. Heinrich Himmler, segundo homem na hierarquia, mandava cientistas investigar a relação entre os canhotos e a homossexualidade ou pesquisar a genealogia dos cavalos dos antigos reis nórdicos. "Himmler era a verdadeira encarnação da pseudociência", diz Michael Kater, autor de Doctors Under Hitler ("Doutores de Hitler", sem tradução em português).

Naturalmente, Hitler não via problema nessas idéias. Na verdade, ele se considerava um cientista de vanguarda - era um entusiasmado adepto da teoria da higiene racial, doutrina "científica" que prega a eliminação dos genes não arianos do povo alemão. Em seu livro Mein Kampf ("Minha Luta"), de 1925, ajudou a disseminar uma metáfora bastante útil para o progresso da nova doutrina: "O povo alemão é um só corpo, mas a sua integridade está ameaçada. Para manter a saúde do povo, é preciso curar o corpo infestado de parasitas". Os parasitas eram os judeus. O que há de científico nisso? Nada. Mas, às vésperas da ascensão de Hitler, já estava bem difícil discernir o que era ou não ciência. "Desenvolveu-se uma relação simbiótica entre ideologia e ciência. A ciência, nessa época, começou a funcionar como legitimação das idéias racistas do nazismo", diz Helmut Maier. E era essa mistura insólita que os cientistas teriam de enfrentar, se quisessem permanecer na Alemanha após 10 de janeiro de 1933, dia em que Hitler tomou o poder.

Hitler domina a ciência

Em 6 de maio de 1933, um dos mais importantes cientistas da Alemanha bateu à porta do escritório de Hitler, em Berlim. Foi bem recebido pelo führer, que ouviu com atenção sua tentativa de abrandar a perseguição a pesquisadores judeus: "Há diversos tipos de judeus, alguns valiosos e outros inúteis para a humanidade", argumentou o pesquisador. Hitler respondeu: "Se a ciência não pode passar sem judeus, teremos de nos haver sem a ciência!" E começou a berrar, falando cada vez mais rápido e tremendo de raiva. Com isso, o visitante se calou e despediu-se, desapontado. Naquele dia, Max Planck, pai da física quântica e presidente do Kaiser Wilhelm Institute (hoje Instituto Max Planck), não conseguiu o que queria: evitar a demissão do amigo judeu Fritz Haber, aquele mesmo que comandara a primeira tropa de gás da história.

Planck foi um dos cientistas que optaram por continuar na Alemanha nazista, mesmo não concordando com os ideais do novo regime. O físico Max von Laue, que costumava sair de casa com um embrulho debaixo de cada braço para não ter de fazer a saudação nazista, tomou a mesma decisão. Planck e Laue encorajavam colegas a não deixar o país, dizendo que deveriam esperar por dias melhores. Nem todos no mundo da ciência, porém, compartilhavam da mesma opinião. "A conduta dos intelectuais alemães como grupo não foi melhor que a de uma ralé", afirmou Albert Einstein a respeito da reação de seus pares ao nazismo. Einstein, que era judeu, foi criticado por Laue quando decidiu abandonar a Alemanha rumo aos EUA, em 10 de março de 1933 - um mês antes de uma lei expulsar todos os descendentes de judeus do funcionalismo público, fazendo cerca de 1000 cientistas de elite perderem o emprego. Passariam-se mais 30 dias até que universitários alemães saíssem às ruas para aplaudir as chamas que consumiram mais de 10 mil livros em praças públicas por toda a Alemanha. Se Einstein ainda estivesse no país, seria apenas um desempregado observando suas obras sobre a Teoria da Relatividade desaparecerem nas fogueiras do Reich. Mais um pouco de tempo e talvez o próprio Einstein cumprisse a profecia do poeta alemão Heinrich Heine: "Onde se queimam livros, acaba-se queimando pessoas".

Se alguns cientistas foram culpados por silenciar, outros não hesitaram em aderir ao ideário racista. Um ramo em especial aceitou com bons olhos a limpeza dos "parasitas" judeus: a medicina. Em 1933, 44,8% dos médicos alemães eram filiados ao partido nazista. Era a maior proporção de representação entre todas as profissões. Os advogados, que vinham em segundo lugar, não passavam de 25%. Além de profundamente anti-semita, a classe médica alemã era, em geral, favorável às políticas da higiene racial. Quando a lei de esterilização compulsória de doentes físicos e mentais foi lançada, em 1934, os médicos a implementaram imediatamente. Tampouco se opuseram quando a prática foi estendida à população não ariana. Com isso, mais de 350 mil pessoas foram esterilizadas à força no período de 1934 a 1945. Era a ciência ajudando a concretizar a nova sociedade sonhada por Hitler.

Mas nem todos tiveram estômago para embarcar no projeto do führer. Max Planck, por exemplo, não suportou o clima no país e deixou seu emprego em 1937. Já não estava na Alemanha quando seu filho Erwin foi executado por envolver-se num plano para matar Hitler. Seu amigo Fritz Haber teve um enfarto e morreu em 1934. Nunca soube que muitos de seus parentes seriam mortos pelo gás que ajudou a desenvolver. Na iminência das batalhas da Segunda Guerra Mundial, em 1939, apenas os cientistas considerados "mais fortes" pelos nazistas permaneceram no país. Se você pretende continuar lendo esta reportagem, saiba que, a partir deste ponto, também precisará ser forte.

Laboratórios do inferno

"Escutem, colegas, já que vocês vão matar toda essa gente, pelo menos arranquem os cérebros deles", disse, em 1939, o professor de medicina Julius Hallervorden aos encarregados da eutanásia de doentes mentais, um programa que exterminava quem recebesse dos médicos o diagnóstico de lebensunwertes leben, ou "vida indigna de viver". Foi assim que Hallervorden formou uma coleção que, em 1944, contava com 697 cérebros. Entre seus favoritos, estava o de uma menina cuja mãe fora envenenada acidentalmente por gás enquanto estava grávida.

August Hirt, médico da Universidade de Estrasburgo (então na Alemanha, hoje na França), não queria só cérebros, mas cabeças inteiras. E não poderiam ser entregues quaisquer cabeças, tinham de ser de judeus. Logo ele percebeu que, se conseguia cabeças sem problemas, por que não pedir corpos inteiros? Encomendou 115 prisioneiros a Auschwitz, que foram prontamente executados em junho de 1943 e enviados para Estrasburgo. Em agosto, chegou outro carregamento com cerca de 80 cadáveres, todos usados para estudos sobre a superioridade anatômica do povo ariano.

Mas médicos como Hirt e Hallevorden ainda não tinham as mesmas possibilidades que Sigmund Rascher, responsável pelo campo de concentração de Dachau: usar cobaias humanas vivas. "Sou, sem dúvida, o único que conhece por completo a fisiologia humana, porque faço experiências em homens e não em ratos", costumava dizer com orgulho aos colegas. Rascher era admirado e protegido por Himmler, entusiasta das pesquisas "científicas" a ponto de assistir aos terríveis experimentos em câmaras de baixa pressão, para os quais forneceu prisioneiros em maio de 1941. Das cerca de 200 cobaias que passaram pelas câmaras de pressão até maio de 1942, 80 morreram durante os testes. Algumas tiveram o cérebro dissecado enquanto ainda estavam vivas para que o médico pudesse observar as bolhas de ar que se formavam nos vasos sanguíneos. Em seguida, Rascher começou as experiências sobre hipotermia. Era ele o médico responsável pelo experimento com os soldados russos .

Rascher foi um dos pioneiros entre os 350 médicos que oficialmente se envolveram em experiências nos campos de concentração. Se considerarmos o número de pacientes assassinados, Rascher não foi páreo para o mais sanguinário dos doutores de Hitler: Joseph Mengele, cujas experiências foram responsáveis pelo extermínio de 400 mil pessoas em Auschwitz. Mengele injetou tinta azul em olhos de crianças, uniu as veias de gêmeos, jogou pessoas em caldeirões de água fervente, amputou membros de prisioneiros, dissecou anões vivos e coletou milhares de órgãos em seu laboratório. Depois da guerra, conseguiu escapar e viveu escondido no Brasil até sua morte, em 1979. Oficialmente, comprou sua fuga com anéis de casamento e dentes de ouro que retirava dos cadáveres. Segundo o cientista alemão Benno Müller-Hill, a história não é bem essa. "Muito embaraço teria sido causado se ele tivesse revelado para onde mandou o material humano", diz o autor de Murderous Science ("Ciência Assassina", sem tradução em português), livro precursor da nova onda de estudos sobre a ciência nazista.

Se você chegou até aqui, deve estar há algum tempo com uma questão incômoda: "O que se passava na cabeça desses médicos?" O psiquiatra Robert Lifton tem uma teoria a respeito: um processo psicológico que chamou de doubling. "O doubling é a dissociação do eu, que leva à formação de uma espécie de segundo eu", diz. Professor de Harvard e autor de The Nazi Doctors ("Os Doutores Nazistas", sem tradução em português), Lifton percebeu as características do doubling em muitos dos "doutores" que entrevistou para seu livro. Na rua, eram éticos, carinhosos e respeitadores. Nos campos de concentração, monstros. "Eles falavam do que fizeram sem envolvimento emocional, como se estivessem narrando os atos de outra pessoa", diz.

O horror nazista transformava a mente dos médicos. Mas e as vítimas? Na tentativa de entender o trauma causado pelas experiências, a Super procurou em São Paulo a judia polonesa Bluma Reicher, de 83 anos. Ao ouvir um pedido para descrever as cirurgias a sangue-frio pelas quais passou em Auschwitz há mais de 60 anos, a única resposta que Bluma deu foram lágrimas. A entrevista acabou aí.

Karl Hoellenrainer, um cigano, respondeu de outra maneira. Ao encontrar no tribunal de Nuremberg o homem que o obrigou a tomar água salgada por 4 semanas e depois arrancou pedaços do seu fígado, sacou uma adaga e pulou o balcão que separava testemunhas e réus. Queria matar seu algoz ali mesmo. Não teve sucesso e foi sentenciado no mesmo dia, 27 de junho de 1947, a 3 meses de prisão.

A exposição de tantos atos desumanos cometidos deixa a impressão de que, em pleno século 20, o nazismo levou a ciência de volta à idade das trevas. Até bem recentemente, era exatamente essa a visão que a maioria dos historiadores tinha do período. Novos estudos, porém, estão revelando a realidade muito mais complexa que se escondia sob um manto de atrocidades e absurdos científicos.

Outra visão

Naquela cidade, era preciso paciência para conseguir acender um cigarro. O fumo estava proibido em todas as áreas públicas, incluindo escritórios e salas de espera. No trem, havia risco de multa para quem não prestasse atenção e puxasse um isqueiro no vagão de não-fumantes. Até dentro do próprio carro era arriscado fumar. Se um guarda sentisse cheiro de fumaça em um automóvel envolvido numa batida, o dono poderia ir direto para a cadeia. Apesar de uma certa semelhança com as metrópoles atuais, a cidade em questão é a Berlim da década de 1940. E as medidas antitabagistas, só comparáveis às existentes nos nossos dias, foram implementadas pelos nazistas, os únicos que tinham acesso ao conhecimento científico necessário para desenvolvê-las.

"Os nazistas foram os primeiros a fazer estudos estatísticos rigorosos que provaram a relação entre o hábito de fumar e o câncer de pulmão", afirma Robert Proctor, historiador da ciência e professor da Universidade Stanford, nos EUA, e autor de The Nazi War on Cancer ("A Guerra Nazista contra o Câncer", sem tradução em português). É uma ironia que a origem de uma das maiores descobertas médicas do século 20 esteja relacionada a um efeito psicológico da doutrina de higiene racial. A esse efeito Proctor deu o nome de paranóia homeopática. "Os nazistas tinham pavor de agentes minúsculos que poderiam corromper o corpo alemão. Eram obcecados por ar limpo, comida natural e um estilo de vida saudável." E foi justamente a obsessão que empurrou a ciência alemã em direção aos mais avançados estudos anticâncer. "O mesmo fanatismo que nos deu Mengele também nos deu a preciosa pesquisa antitabagista. A verdade é que a política científica nazista foi muito mais complexa que a maioria das pessoas imagina."

Proctor não é exatamente uma unanimidade no mundo científico. Pelo contrário. Pesquisadores com muitos anos de experiência contestam os resultados de seus estudos sobre a ciência nos tempos de Hitler. "Proctor afirma que os nazistas fizeram boa ciência, ainda que com propósitos malignos. Isso é uma bobagem. Tenho estatísticas em meus livros que mostram que os nazistas não chegaram nem perto de derrotar o câncer. Na época em que as publiquei, Proctor ainda era um bebezinho recém-saído das fraldas", diz o historiador Michael Kater. O professor de Stanford, porém, está longe de ser um acadêmico isolado por seus pares. Matérias favoráveis a respeito de seu trabalho foram publicadas nas conceituadas revistas científicas Nature, Science e New Scientist. Proctor acredita que a visão que se tem do nazismo ainda é simplificadora e estereotipada. "A ciência nazista tem de ser estudada em toda a sua complexidade", afirma.

Lançar um novo olhar sobre a ciência alemã no período nazista foi exatamente o objetivo do mais ambicioso projeto histórico já feito pela Sociedade Max Planck, que controla 80 dos mais importantes institutos de pesquisa da Alemanha. O resultado do estudo, que consumiu mais de 6 anos de trabalho, foi divulgado no ano passado e chacoalhou tudo que sabíamos a respeito da ciência nazista. A antiga tese de que os laboratórios eram controlados por um punhado de monstros impiedosos e desumanos, que não produziram nenhum conhecimento valioso para a humanidade, caiu por terra. A nova pesquisa revelou que muitos dos então melhores cientistas da Alemanha viram o regime nazista não como uma ameaça, mas como uma oportunidade de adquirir status pessoal e financiamento para seus estudos. Para isso, eles deliberadamente procuraram fazer ciência sobre os temas que mais interessavam aos chefões nazistas e se engajaram em experimentos antiéticos que seguiam rigorosamente as regras dos métodos científicos mais avançados da época. O estudo da Sociedade Max Planck provou que as fronteiras que separaram os cientistas comuns dos torturadores nos campos de concentração não são tão claras e ressuscitou um espinhoso dilema que permanece em aberto na comunidade científica internacional: o que fazer com os resultados obtidos nas experiências?

Dados da discórdia

"Eu não queria ter de usar os dados nazistas. Mas não existem outras opções para a minha pesquisa. Nem nunca existirão num mundo ético", diz o médico John Hayward, da Universidade de Victoria, no Canadá, que estuda os efeitos do frio no corpo humano. Apesar da defesa contundente de Hayward, a validade científica dos experimentos que ele usou é criticada por alguns pesquisadores. "Os dados são péssimos. Não havia livros de controle, métodos estatísticos nem repetição de experimentos em condições similares. Eles não têm uso nenhum para a ciência", afirma Michael Kater, reconhecidamente uma das maiores autoridades mundiais no assunto. Robert Lifton, que entrevistou os doutores nazistas, também diz ter razões para duvidar da validade das experiências. Mesmo assim, defende sua utilização pela ciência. "Os médicos nazistas usavam como assistentes prisioneiros do campo, gente muito mais preocupada com a própria sobrevivência do que com a acuidade das pesquisas", diz. "Mas qualquer dado que sirva para poupar sofrimento humano deve ser usado."

Mas afinal, que dados são esses? Robert Proctor dá um exemplo: "Todos os coletes salva-vidas hoje em dia são desenhados para aquecer o pescoço justamente porque os nazistas provaram que isso aumenta as chances de sobrevivência dos náufragos em água gelada".

Outro caso polêmico envolveu a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA). Em 1989, seus especialistas foram chamados a definir regras para a utilização do fosgênio, um gás tóxico usado na fabricação de plásticos e pesticidas. O problema é que não havia estudos detalhados sobre o efeito do fosgênio em humanos - os únicos dados conhecidos sobre o assunto foram produzidos em experiências nazistas durante a Segunda Guerra. Entre utilizar essas pesquisas e arriscar a vida da população americana com uma legislação perigosa, a EPA não hesitou em escolher a segunda opção.

Mas há razão para descartar sumariamente os dados? Segundo um editorial do jornal científico Nature, não deveríamos decidir precipitadamente. "O estudo da Sociedade Max Planck descobriu que grande parte das pesquisas mais criminosas conduzidas pelos nazistas não era pseudociência - na verdade, elas seguiam métodos científicos tradicionais e estavam na vanguarda dos estudos produzidos no período." Dentro dessa revisão histórica e metodológica das pesquisas, não estão excluídas nem as do médico mais sanguinário que já passou pela face da Terra. "Agora ficou claro o que os relatos macabros que demonizaram Mengele tendiam a encobrir: seus experimentos não eram baseados em puro sadismo, e sim em interesses científicos que, levando-se em consideração os conhecimentos da época, não eram totalmente implausíveis", afirma a alemã Susanne Heim, líder do estudo da Sociedade Max Planck.

Se ainda não há unanimidade em torno da criteriosa pesquisa nazista sobre o câncer, é compreensível que o uso dos dados obtidos de maneira antiética continue sendo polêmico. Mas negar a existência de progressos científicos no período nazista não parece ser uma atitude que vá contribuir para uma melhor compreensão da história. Olhar para o lado positivo, se é que ele existe, do período mais desumano pelo qual a ciência já passou é difícil para nós, que vivemos 60 anos depois de todas essas pesquisas macabras. Que dizer, então, para pessoas que passaram a vida debruçadas em estudos exaustivos sobre as atrocidades ou convivendo diariamente com os traumas que elas deixaram. "Não há ciência no inferno de Dante", diz o historiador Michael Kater. Mas talvez, por mais duro que seja, tenhamos de admitir que existiu ciência mesmo no inferno. Se isso acontecer, será preciso refletir sobre uma nova e inquietadora questão: é justo usarmos o sofrimento de Bluma Reicher e dos milhares que passaram pelas mãos dos doutores de Hitler para tentar evitar que mais pessoas sofram no mundo de hoje? Para essa pergunta, infelizmente não existe fórmula, equação, experimento ou qualquer outro meio científico de obter uma resposta exata.

A CIÊNCIA SOB HITLER

Química
Não existia rival à altura da química alemã antes das guerras.

O país inventou a aspirina e a novocaína (anestesia usada por dentistas) e desenvolveu fertilizantes, corantes e microscópios muito mais baratos e eficientes. O setor foi um dos que mais se envolveram com o nazismo - a ponto de o maior conglomerado farmacêutico do mundo na época (e que depois da guerra se dividiria nas empresas Bayer, Hoechst e Basf) instalar uma fábrica dentro do campo de concentração de Auschwitz.

Matemática
Sob o regime de Hitler, o raciocínio matemático abstrato foi associado aos judeus e substituído pela "verdade empírica concreta" e a "intuição nórdica". Perguntado certa vez sobre quanto a matemática havia sofrido, o alemão David Hilbert, um dos matemáticos mais importantes do século 20, respondeu: "Sofreu? Não sofreu, não. Ela simplesmente deixou de existir".

Biologia
Entre 1933 e 1938, o financiamento para pesquisas aumentou em 10 vezes.

Biólogos trabalhavam com relativa tranqüilidade - apenas 14% deles foram perseguidos. Mas a profunda ligação dos nazistas com a genética faz o ramo ser visto com reservas até hoje na Alemanha. "Uma perseguição completamente irracional à genética ainda existe", afirma o cientista Benno Muller-Hill.

Física
A Alemanha foi o berço das idéias mais revolucionárias da física teórica: a mecânica quântica e a relatividade. Mesmo assim, esse foi o ramo da ciência mais prejudicado pela ascensão do nazismo: 25% do total de físicos deixou o país - entre eles 6 vencedores de prêmios Nobel.

O MAPA DA INSENSATEZ

Para os cientistas de Hitler, campos de concentração eram fábricas de cobaias humanas.

Auschwitz-Birkenau - Polônia (abril de 1940 a janeiro de 1945)

Número de mortos: 1,1 milhão a 1,5 milhão.

Experiências: Pesquisas com gêmeos e anões; infecção com bactérias e vírus; eletrochoque; esterilização; remoção de partes de órgãos; ingestão de veneno; criação de feridas para testar novos medicamentos; operações e amputações desnecessárias.

Buchenwald - Alemanha (julho de 1937 a abril de 1945)

Número de mortos: 56 mil.

Experiências: Operações e amputações desnecessárias; contaminação com febre amarela, cólera e tuberculose; ingestão de comida envenenada; queimaduras com bombas incendiárias.

Ravensbrück - Alemanha (maio de 1939 a abril de 1945)

Número de mortos: Mínimo de 90 mil.

Experiências: Pesquisas fisiológicas, com remoção e transplante de nervos, músculos e ossos; esterilização; fuzilamento com balas envenenadas.

Dachau - Alemanha (março de 1933 a abril de 1945)

Número de mortos: Mínimo de 30 mil.

Experiências: Testes de hipotermia com exposição ao frio; câmeras de baixa pressão; infecção com protozoário da malária; privação de líquidos com ingestão de água salgada.

Sachsenhausen - Alemanha (julho de 1936 a abril de 1945)

Número de mortos: 100 mil.

Experiências: Inalação e ingestão de gás mostarda; infecção forçada pelo vírus da hepatite; fuzilamento com munição envenenada.

Natzweiller-Struthof - França (maio de 1941 a setembro de 1944)

Número de mortos: 25 mil.

Experiências: Utilização de prisioneiros como "viveiros" de bactérias e vírus como os do tifo, varíola, febre amarela, cólera e difteria.

Sistema Capela

Exilados

Dentre os vários contingentes de exilados trazidos para o planeta Terra, o caso mais vivo em nossa memória espiritual, talvez por ter sido o mais recente, é o dos exilados provenientes do sistema de Capela.

Entre os muitos casos de exílio que vosso mundo tem acolhido, ocorreram diversos casos isoladamente (em pequenos contingentes), e bem como emigrações em massa, como a proveniente do sistema de Capela, as quais constituíram no vosso mundo as civilizações dos chineses, hindus, hebraicos e egípcios, e ainda o tronco formativo dos árias. Esse o motivo por que, ao mesmo tempo em que floresciam civilizações faustosas e se revelavam elevados conhecimentos de ciência e arte, desenvolvidos pelos exilados, os espíritos originais da Terra mourejavam sob o primitivismo de tribos acanhadas.

Ombreando com o barro amassado, das cabanas rudimentares do homem terrícola, foram-se erguendo palácios, templos e túmulos faustosos, comprovando um conhecimento e poder evocado pelos exilados de outros planetas."

"No vosso mundo, esses enxotados de um paraíso planetário constituíram o tronco dos árias, descendendo dele os celtas, latinos, gregos e alguns ramos eslavos e germânicos; outros formaram a civilização épica dos hindus, predominando o gênero de castas que identificava a soberbia e o orgulho de um tipo psicológico exilado. As mentalidades mais avançadas constituíram a civilização egípcia, retratando na pedra viva a sua "Bíblia" suntuosa, enquanto a safra dos remanescentes, inquietos, indolentes e egocêntricos, no orbe original, fixou-se na Terra na figura do povo de Israel.

Certa parte desses exilados propendeu para os primórdios da civilização chinesa, onde retrataram os exóticos costumes das corporações frias, impiedosas e impassivas do astral inferior, muito conhecidas como os "dragões" e as "serpentes vermelhas".

Segundo Edgar Armond na obra "Os Exilados ", "esta humanidade atual foi constituída, em seus primórdios, por duas categorias de homens, a saber: uma retardada, que veio evoluindo lentamente através das formas rudimentares da vida terrena, pela seleção natural das espécies, ascendendo trabalhosamente da inconsciência para o Instinto e deste para a Razão; homens, vamos dizer autóctones, componentes das raças primitivas das quais os "primatas" foram o tipo anterior melhor definido; e outra categoria, composta de seres exilados da Capela, o belo orbe da constelação do Cocheiro a que já nos referimos, outro dos inumeráveis sistemas planetários que formam a portentosa, inconcebível e infinita criação universal."

"Esses milhões de ádvenas para aqui transferidos, eram detentores de conhecimentos mais amplos, e de entendimento mais dilatado, em relação aos habitantes da Terra e foi o elemento novo que arrastou a humanidade animalizada daqueles tempos para novos campos de atividade construtiva, para o aconchego da vida social e, sobretudo, deu-lhe as primeiras noções de espiritualidade e do conhecimento de uma divindade criadora."

"Essa permuta de populações entre orbes afins de um mesmo sistema sideral, e mesmo de sistemas diferentes, ocorre periodicamente, sucedendo sempre a expurgos de caráter seletivo; como também é fenômeno que se enquadra nas leis gerais da justiça e da sabedoria divinas, porque vem permitir reajustamentos oportunos, retomadas de equilíbrio, harmonia e continuidade de avanços evolutivos para as comunidades de espíritos habitantes dos diferentes mundos."

"Por outro lado é a misericórdia divina que se manifesta, possibilitando a reciprocidade do auxílio, a permuta de ajuda e de conforto, o exercício enfim, da fraternidade para todos os seres da criação. Os escolhidos, neste caso, foram os habitantes de Capela que deviam ser dali expurgados por terem se tornado incompatíveis com os altos padrões de vida moral já atingidos pela evoluída humanidade daquele orbe."

"Mestres, condutores e líderes que então se tornaram das tribos primitivas, foram eles, os exilados, que definiram os novos rumos que a civilização tomou, conquanto sem completo êxito."


O Sistema de Capela

Nos mapas zodiacais, que os astrônomos terrestres compulsam em seus estudos, observa-se desenhada uma grande estrela na Constelação do Cocheiro, que recebeu, na Terra, o nome de Cabra ou Capela. Magnífico sol entre os astros que nos são mais vizinhos, Capela é uma estrela inúmeras vezes maior que o nosso Sol e, se este fosse colocado em seu lugar, mal seria percebido por nós, à vista desarmada.

Na abóbada celeste está situada no hemisfério boreal, limitada pelas constelações da Girafa, Perseu e Lince; e quanto ao Zodíaco, sua posição é entre Gêminis, Perseu e Tauro. Na sua trajetória pelo Infinito, faz-se acompanhar, igualmente, da sua família de mundos, cantando as glórias do Ilimitado. A sua luz gasta cerca de 42 anos para chegar à face da Terra, considerando-se, desse modo, a regular distância existente entre Capela e o nosso planeta, já que a luz percorre o espaço com a velocidade aproximada de 300.000 quilômetros por segundo.

Quase todos os mundos que lhe são dependentes já se purificaram física e moralmente, examinadas as condições de atraso moral da Terra, onde o homem se reconforta com as vísceras dos seus irmãos inferiores, como nas eras pré-históricas de sua existência, marcham uns contra os outros ao som de hinos guerreiros, desconhecendo os mais comezinhos princípios de fraternidade e pouco realizando em favor da extinção do egoísmo, da vaidade, do seu infeliz orgulho.

Um Mundo em Transições

Há muitos milênios, um dos orbes da Capela, que guarda muitas afinidades com o globo terrestre, atingira a culminância de um dos seus extraordinários ciclos evolutivos. As lutas finais de um longo aperfeiçoamento estavam delineadas, como ora acontece convosco, relativamente às transições esperadas no século XX, neste crepúsculo de civilização.

Alguns milhões de Espíritos rebeldes lá existiam, no caminho da evolução geral, dificultando a consolidação das penosas conquistas daqueles povos cheios de piedade e virtudes, mas uma ação de saneamento geral os alijaria daquela humanidade, que fizera jus à concórdia perpétua, para a edificação dos seus elevados trabalhos.

As grandes comunidades espirituais, diretoras do Cosmos, deliberam, então, localizar aquelas entidades, que se tornaram pertinazes no crime, aqui na Terra longínqua, onde aprenderiam a realizar, na dor e nos trabalhos penosos do seu ambiente, as grandes conquistas do coração e impulsionando, simultaneamente, o progresso dos seus irmãos inferiores.

Espíritos Exilados na Terra



A Civilização Egípcia

Dentre os Espíritos degredados na Terra, os que constituíram a civilização egípcia foram os que mais se destacaram na prática do Bem e no culto da Verdade.

Aliás, importa considerar que eram eles os que menos débitos possuíam perante o tribunal da Justiça Divina. Em razão dos seus elevados patrimônios morais, guardavam no íntimo uma lembrança mais viva das experiências de sua pátria distante. Um único desejo os animava, que era trabalhar devotadamente para regressar, um dia, aos seus penates (deuses do lar entre os romanos e etruscos - Derivação:sentido figurado. casas paternas; lares, famílias) resplandecentes. Uma saudade torturante do céu foi a base de todas as suas organizações religiosas.

Em nenhuma civilização da Terra o culto da morte foi tão altamente desenvolvido. Em todos os corações a ansiedade de voltar ao orbe distante, ao qual se sentiam presos pelos mais santos afetos. Foi por esse motivo que, representando uma das mais belas e adiantadas civilizações de todos os tempos, as expressões do antigo Egito desapareceram para sempre do plano tangível do planeta. Depois de perpetuarem nas pirâmides os seus avançados conhecimentos, todos os Espíritos daquela região africana regressaram à pátria sideral.

A Ciência Secreta

Em virtude das circunstâncias mencionadas, os egípcios traziam consigo uma ciência que a evolução não comportava.

Aqueles grandes mestres da antiguidade foram, então, compelidos a recolher o acervo de suas tradições e de suas lembranças no ambiente reservado dos templos, mediante os mais terríveis compromissos dos iniciados nos seus mistérios. Os conhecimentos profundos ficaram circunscritos ao círculo dos mais graduados sacerdotes da época, observando-se o máximo cuidado no problema da iniciação.

A própria Grécia, que aí buscou a alma de suas concepções cheias de poesia e beleza, através da iniciativa dos seus filhos mais eminentes, no passado longínquo, não recebeu toda a verdade das ciências misteriosas. Tanto é assim, que as iniciações no Egito se revestiam de experiências terríveis para o candidato à ciência da vida e da morte - fatos esses que, entre os gregos eram motivos de festas inesquecíveis.

Os sábios egípcios conheciam perfeitamente a inoportunidade das grandes revelações espirituais naquela fase do progresso terrestre; chegando de um mundo de cujas lutas, na oficina do aperfeiçoamento, haviam guardado as mais vivas recordações, os sacerdotes mais eminentes conheciam o roteiro que a Humanidade terrestre teria de realizar. Aí residem os mistérios iniciáticos e a essencial importância que lhes era atribuída no ambiente dos sábios daquele tempo.

O Politeísmo Simbólico

Nos círculos esotéricos, onde pontificava a palavra esclarecida dos grandes mestres de então, sabia-se da existência do Deus Único e Absoluto, Pai de todas as criaturas e Providência de todos os seres

Desse ambiente reservado de ensinamentos ocultos, partiu, então, a idéia politeísta dos numerosos deuses, que seriam os senhores da Terra e do Céu, do Homem e da Natureza. As massas requeriam esse politeísmo simbólico, nas grandes festividades exteriores da religião. Já os sacerdotes da época conheciam essa franqueza das almas jovens, de todos os tempos, satisfazendo-as com as expressões exotéricas de suas lições sublimadas.

Dessa idéia de homenagear as forças invisíveis que controlam os fenômenos naturais, classificando-as para o espírito das massas, na categoria dos deuses, é que nasceu a mitologia da Grécia, ao perfume das árvores e ao som das flautas dos pastores, em contato permanente com a Natureza.

O Culto da Morte e a Metempsicose

Um dos traços essenciais desse grande povo foi a preocupação insistente e constante da Morte. A sua vida era apenas um esforço para bem morrer. Seus papiros e afrescos estão cheios dos consoladores mistérios do além-túmulo.

Era natural. O grande povo dos faraós guardava a reminiscência do seu doloroso degredo na face obscura do mundo terreno. E tanto lhe doía semelhante humilhação, que, na lembrança do pretérito, criou a teoria da metempsicose, acreditando que a alma de um homem podia regressar ao corpo de um irracional, por determinação punitiva dos deuses. a metempsicose era o fruto da sua amarga impressão, a respeito do exílio penoso que lhe fora infligido no ambiente terrestre.

Inventou-se, desse modo, uma série de rituais e cerimônias para solenizar o regresso dos seus irmãos à pátria espiritual. Os mistérios de Ísis e Osíris mais não eram que símbolos das forças espirituais que presidem aos fenômenos da morte.

Os Egípcios e as Ciências psíquicas

As ciências psíquicas da atualidade eram familiares aos magnos sacerdotes dos templos. O destino e a comunicação dos mortos e a pluralidade das existências e dos mundos eram, para eles, problemas solucionados e conhecidos. O estudo de suas artes pictóricas positivam a veracidade destas nossas afirmações. Num grande número de afrescos, apresenta-se o homem terrestre acompanhado do seu duplo espiritual.

Os papiros nos falam de suas avançadas ciências nesse sentido, e, através deles, podem os egiptólogos modernos reconhecer que os iniciados sabiam da existência do corpo espiritual preexistente, que organiza o mundo das coisas e das formas. Seus conhecimentos, a respeito das energias solares com relação ao magnetismo humano, eram muito superiores aos da atualidade. Desses conhecimentos nasceram os processo de mumificação dos corpos, cujas fórmulas se perderam na indiferença e na inquietação dos outros povos.

Seus reis estavam tocados do mais alto grau de iniciação enfeixando nas mãos todos os poderes espirituais e todos os conhecimentos sagrados. É por isso que a sua desencarnação provocava a concentração mágica de todas as vontades, no sentido de cercar-lhes o túmulo de veneração e de supremo respeito. Esse amor não se traduzia, apenas, nos atos solenes da mumificação. Também o ambiente dos túmulos era santificado por estranho magnetismo. Os grandes diretores da raça, que faziam jus a semelhantes consagrações, eram considerados dignos de toda a paz no silêncio da morte.

As Pirâmides


Aquelas almas exiladas, que as mais interessantes características espirituais singularizam, conheceram, em tempo, que o seu degredo na Terra atingira o fim. Impulsionados pelas forças do Alto, os círculos iniciáticos sugerem a construção das grandes pirâmides, que ficariam como a sua mensagem eterna para as futuras civilizações do orbe. Esses grandiosos monumentos teriam duas finalidades simultâneas: representariam os mais sagrados templos de estudos e iniciação, ao mesmo tempo em que constituiriam, para os pósteros (que ainda vai acontecer; futuro - a geração ou as gerações que vêm depois da de quem fala ou escreve) um livro do passado, com as mais singulares profecias em face das obscuridade do porvir.

Levantaram-se, dessarte (advérbio - destarte - assim, desta maneira; dessarte) as grandes construções que assombraram a engenharia de todos os tempos. Todavia, não é o colosso de seus milhões de toneladas de pedra nem o esforço hercúleo do trabalho de sua justaposição o que mais empolga e impressiona a quantos contemplam esses monumentos. As pirâmides revelam os mais extraordinários conhecimentos daquele conjunto de Espíritos estudiosos das verdades da vida. A par desses conhecimentos, encontram-se ali os roteiros futuros da Humanidade terrestre.

Cada medida tem a sua expressão simbólica, relativamente ao sistema cosmogônico (relativo ou pertencente a cosmogonia; cosmogenético - conjunto de teorias que propõe uma explicação para o aparecimento e formação do sistema solar) do planeta e à sua posição no sistema solar. Ali está o meridiano ideal, que atravessa mais continentes e menos oceanos, e através do qual se pode calcular a extensão das terras habitáveis pelo homem, a distância aproximada entre o Sol e a Terra, a longitude percorrida pelo globo terrestre sobre a sua órbita no espaço de um dia, a precessão dos equinócios, bem como muitas outras conquistas científicas que somente agora vêm sendo consolidadas pela moderna astronomia.

Redenção

Depois dessa edificação extraordinária, os grandes iniciados do Egito voltam ao plano espiritual, no curso incessante dos séculos. Com seu regresso aos mundos ditosos da Capela, vão desaparecendo os conhecimentos sagrados dos templos tebanos, que, por sua vez, os receberam dos grandes sacerdotes de Mênfis.

Aos mistérios de Ísis e de Osíris, sucedem-se os de Elêusis, naturalmente transformados nas iniciações da Grécia antiga.


A Índia

Dos Espíritos degredados no ambiente da Terra, os que se agruparam nas margens do Ganges foram os primeiros a formar os pródromos (Uso: formal: o que antecede a (algo); precursor, prenúncio, antecedente - Ex.: os p. da revolução - 2 espécie de prefácio; introdução, preâmbulo) de uma sociedade organizada, cujos núcleos representariam a grande percentagem de ascendentes das coletividades do porvir. As organizações hindus são de origem anterior à própria civilização egípcia e antecederam de muito os agrupamentos israelitas (sempre sofreram as conseqüências nefastas do orgulho e do exclusivismo), de onde sairiam mais tarde personalidades notáveis como as de Abraão e Moisés.


- O povo hindu não aproveitou como devia as experiências sagradas no orbe terrestre, embora grandes emissários como CRISNA e BUDA tenham sido mandados em sua ajuda - Muitos destes encontram-se ainda hoje em sua jornada de redenção no globo terrestre.

Os Arianos

Era na Índia de então que se reuniam os arianos puros, entre os quais cultivavam-se igualmente as lendas de um mundo perdido, no qual o povo hindu colocava as fontes de sua nobre origem. Alguns acreditavam se tratasse do antigo continente da Lemúria, arrasado em parte pelas águas dos Oceanos Pacífico e Índico.

A realidade, porém, qual já vimos, é que, como os egípcios e os hindus eram um dos ramos da massa de proscritos da Capela, exilados no planeta. Deles descendem todos os povos arianos, que floresceram na Europa e hoje atingem um dos mais agudos períodos de transição na sua marcha evolutiva. O pensamento moderno é o descendente legítimo daquela grande raça de pensadores, que se organizou nas margens do Ganges, desde a aurora dos tempos terrestres, tanto que todas as línguas das raças brancas guardam as mais estreitas afinidades com o sânscrito, originário de sua formação e que constituía uma reminiscência da sua existência pregressa, em outros planos.

Os Mahatmas

Da região do Ganges partiram todos os elementos irresignados com a situação humilhante que o degredo na Terra lhes infligia. As arriscadas aventuras forneceriam uma noção de vida nova e aqueles seres revoltados supunham encontrar o esquecimento de sua posição nas paisagens renovadas dos caminhos; lá ficaram, apenas, as almas resignadas e crentes nos poderes espirituais que as conduziriam de novo às magnificências dos seus paraísos perdidos e distantes.

Os cânticos dos Vedas são bem uma glorificação da fé e da esperança, em face da Majestade Suprema do Senhor do Universo. A faculdade de tolerar, e esperar, aflorou no sentimento coletivo das multidões, que suportaram heroicamente todas as dores e aguardaram o momento sublime da redenção.

Os "mahatmas" (grandes almas) criaram um ambiente de tamanha grandeza espiritual para seu povo, que, ainda hoje, nenhum estrangeiro visita a terra sagrada da Índia sem de lá trazer as mais profundas impressões acerca de sua atmosfera psíquica. Eles deixaram também, ao mundo, as suas mensagens de amor, de esperança e de estoicismo resignado, salientando-se que quase todos os grandes vultos do passado humano, progenitores do pensamento contemporâneo, deles aprenderam as lições mais sublimes.


Segundo pesquisadores, muitos de nós somos esses exilados tentando recuperar o tempo perdido, portanto caminhemos juntos sempre com a intenção de avanço, mas não só para o nosso progresso, mas para o de todas as civilizações.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

O Egito e seus mistérios


Sabiam os egípicios sobre a forma de energia concentrada , dentro dos ângulos perfeitos das pirâmides?

Enigma das pirâmides


O Enigma Das Pirâmides Por 100 anos eles continuaram a construir mais pirâmides, sempre perto da primeira. Cada uma delas era uma construção enorme que exigia milhares de trabalhadores e milhares de toneladas de matéria-prima. E então repentinamente, sem nenhuma razão aparente, eles mudaram toda a operação para o norte, para um local completamente novo.

Mas os faraós não mudaram o local das pirâmides uma vez, eles fizeram isto muitas vezes. Essa deve ter sido uma operação logística descomunal, portanto, os locais onde eles construíram as pirâmides devem ter sido muito importântes, mas a razão por trás disso continua sendo um enigma.

Para investigar este mistério, o egiptólogo Dominic Montserrat e a arqueóloga Miriam Cooke viajarão para o âmago da obsessão dos antigos egípcios pela vida após a morte.
Os egípcios mudaram muito o local das pirâmides em 400 anos. Começou em Squara, subiu o Nilo e chegaram a Gizé e depois voltaram. Por quê?

A busca da resposta a esta pergunta começa em Squara, perto da antiga capital Memphis, onde está a primeira pirâmide, feita em 2650 a.c. Era a pirâmide de degraus.

Antes dela os reis eram enterrados em um grande túmulo retangular (o primeira degrau da pirâmide de degraus), chamado Mastaba.

Todas as pirâmides foram feitas de blocos de pedras calcárias.

Quéops (antigo Kufu) queria uma grande pirâmide e Gizé era o local ideal. Os blocos calcários eram maiores que qualquer outro lugar e o terreno era plano.

Depois de Gizé foi feita uma pirâmide em Abu-Roach. No âmbito religioso, Gizé e Abu foram locais escolhidos porque de lá se via a cidade dedicada ao sol: Heliópolios. Das pirâmides de Squara não se via esta cidade, por isso mudaram o local de construção das pirâmides.

Depois de Abu-Roach, as pirâmides voltaram para Gizé e as 2 companheiras da grande pirâmide foram construídas.

Surgem as pirâmides de Abu Zir, mas de lá não se via Heliópolis, pois existe uma linha de rocha entre elas, chamada Cidadel. Eles viam um Templo do Sol construído em Abu Zir, e deste templo se via Heliópolis.

Conclusão: Geologia e religião (culto ao Sol) fizeram as pirâmides mudarem de lugar ao longo dos anos.

Tecnologia da época

O planeta Terra, 10.000 mil anos atrás. Durante 2,5 milhões de anos, nossos ancestrais pré-históricos viveram em cavernas, passando o tempo juntos quebrando pedras. De repente tudo mudou, e as pessoas começaram a erguer monumentos enormes por todo o planeta. Mas como, e por quê?

É o maior mistério da história humana, mas não para algumas pessoas.Como estruturas possuem um propósito tão maravilhoso e tão misterioso que não poderiam ter sido construídas sem ajuda.
E no Egito, cientistas e arqueólogos discutem sobre quem teria construído a Esfinge. Ela seria muito mais antiga do que acreditam os especialistas? E teria alguma vez se apresentado completamente diferente do monumento que vemos hoje?



Qual é a verdade por trás destes mistérios monumentais?


Milhares de questionamentos vem em nossa direção se pensarmos em termos de tecnologia , arquitetura e a leia da gravidade.Não conseguimos chegar a um ponto de raciocínio lógico que possa explicar como se ergueram estruturas tão grandiosas, em uma época que tudo era tão escasso em termos tecnólogicos.Como os faraós daquela época empenhavam sacrifícios,estudos matemáticos,engenharia,geologia e arquitetuta,astrologia e ciências ocultas(magia)?Isso sem contar com a influencia da religião que eles tinham naquela época(Adoração a vários deuses)

Terra dos mistérios

Durante os 30 séculos que os Faraós governaram o Egito, o povo do Nilo criou os monumentos mais grandiosos que o mundo já viu, e entre eles o maior templo do mundo antigo.

Mas os grandes monumentos, aparentemente indestrutíveis, estão ameaçados. Sua sorte talvez seja decidida em nossos tempos. Assim pessoas ligadas a ciência, ao espírito e a cultura vem de todos os cantos de globo para salvar os monumentos e para decifrar os significado das mensagens antes que elas desapareçam para sempre.
Hj em dia sabe-se que o monumento foi erigido exatamente sobrea divisão do globo terrestre

Deve-se a HERÒDOTO a atribuição da sua construção ao faraó QEOPS, ou KUFU, monarca da Quarta Dinastia Tebana que principiou a reinar a partir do ano 3766 antes da Era Cristã. Segundo ele, a obra teria empregado 100.000 homens nos seus 30 anos de construção. Hoje em dia sabe-se que aquele monumento foi erigido exatamente sobre a correta divisão do globo terrestre. A altura da Grande Pirâmide se multiplicada por um milhão nos fornece a exata distancia entre a Terra e o Sol. As suas quatro faces apontam rigorosamente para os verdadeiros pontos cardeais da superfície terrestre. Seus construtores conheciam o valor exato do Pi 3,1416. Diz a Antiga Tradição Egípcia que no topo da Pirâmide existia um cristal luminoso cuja irradiação era visível mesmo a longa distância pelos viajantes do deserto. Durante a Segunda Guerra os pilotos de aviões aliados em operação no Norte da África, relataram os absurdos desvios nos equipamentos de navegação de seus aparelhos, ao sobrevoar o Vale das Pirâmides: bússolas e altímetros rodopiavam sem a menor explicação. Ainda nos nossos dias têm sido visto “fantasmas” luminosos evolucionando no topo e ao redor da Grande Pirâmide. São esferas azuladas, condensação de uma energia misteriosa, assim como um arco voltaico externando-se da sua fonte.


Faraós Cruéis e culto as vários deuses


Os egipicios acreditavam que o homem como o sol, podia morrer e renascer. Por isso construiram elaborados túmulos para proteger o corpo e abrigar a alma por toda a eternidade. Criaram guia para o outro mundo, livro dos mortos para assegurar a imortalidade.

A religião politeísta agravava cada vez mais a ruína do grande Egito,a idolatria a vários deuses geralmente os deuses possuíam formas de animais(Zoomorfismo)ou uma mistura de homem e animal(antropozoomorfismo)

Caos generalizado do Egito

Com a religião politeísta,que dividia a fé em deuses semi humanos,adoração a estatuas e objtos de ouro,as divindades,a magia(ciências ocultas),a poligamia dos faraós, incluindo incesto,as riquezas materiais usadas para ostentação.

Luxúria

Os impostos arrecadados no Egito concentravam-se nas mãos do faraó, sendo que era ele quem decidia a forma que os tributos seriam utilizados. Grande parte deste valor arrecadado ficava com a própria família do faraó, sendo usado para a construção de palácios, monumentos, compra de jóias, etc. Outra parte era utilizada para pagar funcionários (escribas, militares, sacerdotes, administradores, etc) e fazer a manutenção do reino.

Ainda em vida o faraó começava a construir sua pirâmide, pois está deveria ser o túmulo para o seu corpo. Como os egípcios acreditavam na vida após a morte, a pirâmide servia para guardar, em segurança, o corpo mumificado do faraó e seus tesouros. No sarcófago era colocado também o livro dos mortos, contando todas as coisas boas que o faraó fez em vida. Esta espécie de biografia era importante, pois os egípcios acreditavam que Osíris (deus dos mortos) iria utiliza-la para julgar os mortos.


Escravidão no Egito


A princípio vamos falar de Moisés e a sua passagem pela libertação da escravidão

'Moisés e o Êxodo'

Da escravidão á liberdade

A família original se transferiu para o Egito devido a uma forte seca em Canaã.De início os descendentes de Abrahanforam beneficiados pelo alto posto político ocupado por José,filho de Jacob;no entanto , mais tarde umnovo rei que não conhecera José (exôdo1:8)escravizou os filhos de Israel, e que ali permaneceram na condição de escravos durante quase quatrocentos anos.O corre então o ponto crucial do judaismo,decisivo na formulação da lei estabelecendo a identidade do povo judeu."Fomos escravos do faraó no Egito e D'us nos tirou de lá com mãos fortes e braços estendidos"

Leis de Moisés

A saída do Egito marca então o povo judeu regido por leis que constituem a Torá, reveladas ao povo por Moisés apenas sete semanas após a saída do Egito.

Exôdo x Criação do mundo

Na torá tem-se uma comparação de suma importância sobre o episódio da saída do Egito e a criação do mundo no relato do exôdo, sendo que ambas se referem aos dez mandamentos "Eu sou o Senhor teu D'us que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão"(Exôdo20:2)

Outra passagem então faz crer-se que a valorização do exôdo do Egito e equipara à da criação do mundo,consta do quarto mandamento que se refere ao shabat.

A torá relata a outorga da lei por duas vezes, em exôdo 20 e em deuteronômio 5

Em Exôdo 20:8 11

Lembra-te do dia do sábado para o santificar.(...)Porque em seis dias fez o senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e o sétimo dia interrompeu todo o trabalho;Por isso o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou.

Em Exôdo o o mandamento do Shabat se justifica pela criação domundo.Em uma outra versão em Deuterônomio5:12 15 o shabat se deve á saida do Egito:

Guarda o dia de sábado para o santificar,como te ordenou o Senhor teu D'us,(...)porque te lembrarás que foste escravo na terra do Egito, e que o Senhor teu D'us te tirou dali com a mão poderosa e o braço estendido;pelo que o Senhor teu D'us te ordenou que guardasse o dia de sábado.

Complemento

Podemos observar que ambos se igualam em importância,não sendo contradição mas sim complemento.




terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Violação da relatividade

Primeiramente façamos um apanhado geral no que se diz respeito a velocidade da luz, e o que está ligado em relação ao campo circunvizinho de energia;Bom sabemos através da teoria da relatividade, formulada por Albert Einstein há mais de um século, nada no nosso universo pode viajar mais rápido do que luz. Essa velocidade, geralmente arrendonda para 300.000 km/s é na verdade de exatos 299.792.458 metros por segundo.


Os movimentos de deslocamento da luz podem ser mais rápidos então do que supunhamos até pouco tempo atrás?


Violação Macroscópica da Relatividade

Os cientistas utilizaram um fenômeno chamado tunelamento, pelo qual partículas são capazes de atravessar barreiras sólidas, aparentemente intransponíveis. É como se você colocasse a mão sobre o facho de uma lanterna e a luz atravessasse sua mão e continuasse a iluminar os objetos à frente.

Nimtz e Stahlhofen construíram dois prismas triangulares de vidro, formando um cubo cujas arestas medem 40 centímetros. Como os fótons tunelam mais facilmente em distâncias equivalentes ao seu comprimento de onda, os cientistas utilizaram microondas. Com um comprimento de onda de 33 centímetros, as microondas permitem o tunelamento por longas distâncias, mas continuam podendo ser dobradas pelos prismas.

Ultrapassando a velocidade da luz

As microondas passaram direto pelo cubo, como esperado. Quando os prismas foram separados, o primeiro prisma refletiu as microondas. Entretanto, alguns fótons também tunelaram através do espaço que separava os dois prismas e continuaram em frente, como se os prismas ainda estivessem unidos.

As medições dos cientistas revelaram que os dois feixes, tanto o que passou direto, quanto o que sofreu o tunelamento, chegaram aos fotodetectores exatamente ao mesmo tempo. Isto sugere que o trânsito entre os dois prismas aconteceu de forma ultra-rápida, mais do que a velocidade da luz. Segundo os cientistas, a velocidade é tão alta que eles não conseguiram medí-la.

No contexto da Relatividade Especial, a velocidade da luz é o limite absoluto da velocidade em nosso universo para qualquer objeto que contenha massa real. Isto ocorre porque quando um corpo se aproxima da velocidade da luz, mais e mais da energia fornecida ao corpo aparece sob a forma de massa adicional. Assim, quanto mais rápido o corpo, mais a energia cinética envolvida no movimento tem como efeito principal causar um aumento em sua massa-energia em lugar de velocidade, sendo que a massa-energia vai ao infinito nos limites da velocidade da luz.

O misticismo e a ciencia?


Façamos então uma "Mera Suposição" ,de velocidade da luz e sua direção .
Viajamos agora no antigo Egito em busca de informações,onde foram encontrados a unificação de estudos defísica quântica e geometria sagrada, foi possível a descoberta de um conjunto de técnicas que possibilitam alcançar a ativação completa do corpo e do veículo de luz.Estávamos ali abaixo comentando sobre o tema de campo energético , pois bem no que se encaixa isso?Muito simples, existe um movimento contra rotatório de luz chamado merkabah,gerado pela rotação de formas geométricas específicas, que afetam simultaneamente o nosso espírito e o nosso corpo...é um veículo que pode interferir em mente corpo e espírito.Merkabah é um campo de energia cristalina e que compreende geometrias sagradas que alinham corpo e mente .
Este campo de energia criado pela geometria sagrada se estende ao redor do corpo a uma distancia de 18 a 20 metros.Esses campos geométricos de energia giram normalmente em redor do nosso corpo a uma velocidade próxima a velocidade da luz.

Na sequencia da próxima postagem,então veremos, o porquê de citar-se estudos feitos no Egito sobre esse tipo de misticismo(MERKABAH).



Mesclando?

A Ciência e a Religião






Dois dos conceitos mais mal compreendidos na Torá são os de tumá e tahará, traduzidos como "impuro" e "puro". Eles freqüentemente evocam reações negativas, no entanto, ambos referem-se a planos espirituais e não físicos.

As leis referentes à tumá e tahará pertencem à categoria dos mandamentos para os quais não se fornecem motivos; são supra-racionais, "acima" da razão, além do que o próprio intelecto pode apreender. E é precisamente porque elas são de tão alto nível espiritual que transcendem completamente a razão.

Que propósito a impureza pode ter na Criação?

"O Onipotente criou uma coisa em oposição à outra", conta-nos o livro de Eclesiastes (7:14) e segundo a interpretação da Chassidut, tudo no campo de kedushá tem a sua contrapartida no profano. Por um lado, essas regiões opostas são criadas a fim de que possamos ter "livre arbítrio" no nosso comportamento.

Num nível mais profundo, quando rejeitamos o mal e escolhemos o bem e, mais ainda, quando transformamos o próprio mal em bem, efetuamos uma elevação não só em nós mesmos, mas no mundo inteiro, elevando-o para mais perto da última perfeição. Daí, no enfoque mais profundo, o propósito final de tumá, do "outro lado", é que atinjamos os níveis mais elevados. A ocultação é apenas externa; como diz o conhecido dito chassídico: "Toda descida objetiva uma ascenção maior". E toda ocultação de D'us, todos os aparentes obstáculos, são para a finalidade de uma revelação maior.

Quando a alma desce a este mundo para se envolver num corpo material, ela sofre uma descida incomparável à sua existência anterior puramente espiritual. O próposito dessa descida, porém, é para que a alma possa subir ainda mais alto na sua apreensão de D'us e atingir uma hierarquia ainda mais elevada do que possuia antes de descer para este mundo. Ela pode alcançar essa elevação somente através do veículo do corpo e do serviço de D'us neste mundo físico e interior. Assim por um lado existe mais ocultação e mais impureza no mundo material; por outro lado, somente através das lutas aqui a alma será capaz de subir mais alto.

Sono e vigilância

Tomemos um ciclo - a alternância cotidiana do sono e da vigília. De acordo com a lei judaica, cada pessoa, ao acordar, deve lavar as mãos para remover o "espírito de impureza" que adere a elas durante o sono. Quando dormimos, há um"afastamento de kedushá do corpo" - enquanto a alma "ascende à sua Fonte", em cima. Novamente, esse "rebaixamento natural" permite que a "impureza" se instale. Nossas mãos estão em estado de tumá ao acordarmos, mas elas não estão "más". O mesmo vale para tumá durante o ciclo mensal da mulher. É o resultado de um certo afastamento da kedushá, mas não é um estado de degradação ou de inferioridade.

O Rebe oferecia uma compreensão ainda mais profunda da natureza interior dessas descidas. Segundo ele, desde que a descida é de fato uma preparação necessária para a ascenção e seu propósito final é a elevação - a descida nada mais é do que uma parte da própria subida. Por fora tem a aparência de uma descida; por dentro, ela é realmente um aspecto de ascenção.


  • As mãos estão em constante movimento (mesmo durante o sono) e provavelmente quando a pessoa dorme, elas estavam em contato também com as partes cobertas do corpo. O Talmud implica remover - o espírito maligno da impureza - que paira sobre as mãos. Os livros cabalísticos explicam que durante o sono a alma da pessoa desvincula-se do corpo quase na sua totalidade - a ponto de nossos sábios dizerem que o sono representa 1/60 da morte - e eleva-se à sua Fonte-Matriz, quando presta contas e dá um relatório de seus atos naquele dia. Assim, também neste período a alma recarrega sua energia, o que possibilita a pessoa acordar revigorada e disposta.

Durante esta fase de elevação do espírito, o corpo permanece "semi-vazio" e este vácuo, causado pela ausência da alma Divina, possibilita e atrai elementos impuros ao corpo. Ao despertar, quando a alma volta a revestir-se no corpo e preenchê-lo, estes elementos impuros cedem o lugar e desaparecem, permanecendo apenas nos dedos das mãos.

Há algumas opiniões que dizem ser o sono o causador deste processo, enquanto outras determinam que a própria noite desencadeia este fato.

Num nível mais profundo, quando rejeitamos o mal e escolhemos o bem e, mais ainda, quando transformamos o próprio mal em bem, efetuamos uma elevação não só em nós mesmos, mas no mundo inteiro, elevando-o para mais perto da última perfeição.







Fusão


A forma humana, ressalvadas as alterações próprias da idade, conserva o seu tipo, apesar do afluxo incessante de matéria que passa pelo corpo. Destarte, assemelha-se a uma rede, entre cujas malhas se insinuam as moléculas. Esse retículo fluídico contém, igualmente, as leis do mecanismo vital, e fica estável através do turbilhão das ações físico-químicas, que destroem e reconstroem, incessantemente, o edifício orgânico.

Compõe-se, portanto, o ser humano de três elementos distintos: a alma com o seu perispírito, a força vital e a matéria

A força vital representa aqui um duplo papel: dá ao Protoplasma( é a parte viva da célula. É um sistema físico-químico de natureza coloidal e pode passar facilmente do estado sólido ao liquido. Os principais constituintes químicos do protoplasma são as proteínas (ácidos aminados, polipeptídeos etc.), os carboidratos, os lipídios, as substâncias minerais e a água. O protoplasma é uma substância viva que tem a propriedade da assimilação e sofre suas conseqüências (crescimento, divisão etc.). O protoplasma reage aos excitantes mecânicos, físicos e químicos; pode emitir pseudópodes e sofre atrações e repulsões)suas propriedades gerais, e ao perispírito o grau de materialidade necessária para que ele possa manifestar as leis que oculta, enfim, fazendo-as passar da virtualidade ao ato.

A grande autoridade de Claude Bernard, a quem consultamos muitas vezes, vem, ainda neste ponto, confirmar a nossa forma de ver. Eis como ele se exprime em seu livro - Investigações sobre os problemas da Fisiologia:

"Há - diz - como que um desenho vital, que traça o plano de cada ser e de cada órgão; de sorte que, considerado isoladamente, cada fenômeno orgânico é tributário das forças gerais da natureza, a revelarem como que um laço especial, parecendo dirigidos por alguma condição invisível na rota que perseguem, na ordem que as encadeia.

Assim é que as ações químico-sintéticas da organização e da nutrição se manifestam como se fossem animadas por uma força impulsiva governando a matéria; fazendo uma química apropriada a um fim, e pondo em jogo, os reativos cegos dos laboratórios, à maneira dos próprios químicos.

É essa potência de evolução, imanente no óvulo, que nos limitamos a enunciar aqui, que constituiria, só por si, o quid próprio da vida; pois é claro que essa propriedade do ovo, a produzir um mamífero, uma ave, ou um peixe, não é nem física, nem química."

A vida resulta, portanto, evidentemente da união da força vital com o perispírito, dando aquela a vida, propriamente dita, e este as leis orgânicas, concorrendo a alma com a vida psíquica.

Destes três fatores, só um é sempre e por toda parte idêntico - a vida. O Espírito, transitando pela matéria vivente, desde as primitivas eras do mundo, conseguiu, a transformação progressiva e aperfeiçoada. Cremos seja ele o agente de evolução das formas orgânicas e, daí, a razão do perispírito, conservando-lhe as leis.

Havemos de ver de que modo um movimento, voluntário de início, pode tornar-se habitual, maquinal, e, por fim, automático e inconsciente... Este o lado fisiológico. A mesma coisa ocorre com as manifestações intelectuais, dado o paralelismo das duas evoluções. É difícil, em primeiro lugar, representarmos uma matéria fluídica, invisível, imponderável, agindo sobre a matéria, para ordená-la mediante leis; nada obstante, podemos encontrar analogias que permitem fazer uma idéia, assaz aproximada, dessa espécie de ação.


Energia circunvizinha ao corpo material

Campo energético

Energia é um tema que permeia muitas áreas de terapia médica "complementar". Por razões históricas e emocionais, duas palavras chaves não foram mencionadas na sociedade de pesquisa acadêmica: “energia” e “toque.

Como em outras áreas de investigação, o que tínhamos como absolutamente certo aproximadamente 20 anos atrás, mudou dramaticamente. Por exemplo, há algumas décadas, alguns cientistas mudaram de uma convicção de que não havia um campo de energia ao redor do corpo humano, para uma certeza absoluta de que ele existe. Além disso, começamos a entender os papéis desses campos na saúde e na doença.

A razão principal para a mudança de perspectiva foi o desenvolvimento de instrumentos sensíveis que podem registrar os campos de energia ao redor do corpo humano. De importância particular é o mag-netômetro de SQUID que é capaz de descobrir minúsculos campos biomagnéticos associados com atividades fisiológicas no corpo. Este é o mesmo campo que os indivíduos sensíveis têm descrito por milhares de anos, mas que os cientistas ignoraram porque não havia nenhum modo objetivo para medir isto.

A maior parte das descobertas fundamentais não estão sendo feitas por cientistas que estudam tais métodos,. Ao contrário, cientistas tradicionais, seguindo a lógica habitual e métodos científicos, começaram a constatar os vários papéis da energia no processo curativo.


O campo de energia humano

É conhecido há muito tempo que as atividades das células e dos tecidos geram campos elétricos que podem ser detectados na superfície de pele. As leis da física dizem que a corrente elétrica gera um campo magnético correspondente no espaço circunvizinho. Considerando que estes campos eram minúsculos, os biólogos acreditavam que não poderiam ter nenhuma significação fisiológica.

Este quadro começou a mudar em 1963. Gerhard Baule e Richard McFee do Departamento de Engenharia Elétrica, da Universidade de Siracusa, Nova Iorque descobriram o campo biomagnético projetado do coração humano.

Em 1970, David Cohen de MIT, usando um magnetômetro de SQUID, confirmou as medições do coração. Por volta de 1972, Cohen tinha melhorado a sensibilidade do instrumento, permitindo a medição de campos magnéticos ao redor da cabeça produzidos por atividades do cérebro. Subseqüentemente, foi descoberto que todos os tecidos e órgãos produzem pulsações magnéticas específicas, que chegaram a ser conhecidas como campos biomagnéticos.


Patologia altera o campo biomagnético

Nos anos de 1920 e 1930, um respeitável pesquisador na Escola de Medicina da Universidade de Yale, Harold Saxon Burr, sugeriu que doenças poderiam ser descobertas no campo de energia do corpo antes de aparecerem os sintomas físicos. Além disso, Burr estava convencido de que doenças poderiam ser prevenidas alterando-se o campo de energia.

Estes conceitos estavam à frente do seu tempo, mas estão sendo agora confirmados em laboratórios de pesquisa médicos ao redor do mundo. Cientistas estão usando os instrumentos SQUID para mapear como as doenças alteram os campos biomagnéticos ao redor do corpo. Outros estão aplicando campos magnéticos pulsantes para estimular a cura. Novamente, indivíduos sensíveis têm descrito estes fenômenos por muito tempo, mas não havia nenhuma explicação lógica de como isto poderia acontecer.